Após uma longa espera, na última semana estreou o filme A antropóloga, do diretor Zeca Nunes Pires, nas telonas do cinema (momento fofoca: pra quem não sabe, Zeca é filho de Aníbal Nunes Pires).

Abordando a temática de lendas e superstições da região, mostra um pouco da cultura açoriana presente na Ilha de Santa Catarina, assim como obras de Franklin Cascaes, o boi-de-mamão e cenários lindos e que só Floripa oferece. Com um roteiro intrigante, surpreendente e, em alguns momentos, assustador, o filme foi quase todo rodado na Costa da Lagoa, Florianópolis e fala sobre as bruxas, benzedeiras, lobisomens e seu universo tão temido na “Ilha da Magia”.

Detalhes da cultura dos pescadores da região são minuciosamente tratados, assim como os nativos que foram entrevistados (“a cereja do bolo”: de uma veracidade incrível para o espectador e embasar o título do filme, inclusive). Ah, o famoso “chinelo e meia” que aqui muito se usa não passaram despercebidos no filme, uma graça!
Com uma pitada de humor, o trio gótico que sonhava em ser bruxo fez com que a trama saísse do contexto manezinho de ser, assim como tornou-se mais atraente ao público jovem.
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Grande alegria foi ver patrocinadores locais incentivando a arte e a cultura da região. De verdade: que esse seja mais um passo, uma motivação para futuras produções catarinenses. Parabéns a todos que acreditam na arte do nosso Estado!
Vale a pena conferir o TRAILER, seguir no Twitter @aantropologa e garantir o ingresso pra ver no cinema o filme que está em cartaz no Paradigma Cine Arte, Iguatemi e Floripa Shopping.
Muita #PIPOCAeGUARANA pra ver esse filme que é muito bom. Indiquem, assistam e divulguem a arte catarinense. Vale a pena.
@vika_quintao | @thiagucordeiro | @balynah | Cristina sem arrobas
Sinopse:
A Antropóloga é uma ficção de mistério e suspense sobre o universo fantástico das bruxas da Ilha de Santa Catarina. Dentro de uma dramaturgia própria, lendas e superstições, a situações do cotidiano da cidade, suas características culturais e o belíssimo cenário natural da Costa da Lagoa, integrarão na história como elemento dramático.
Malu é uma etnobotânica jovem natural dos Açores. Está em Florianópolis pesquisando a medicina alternativa e os aspectos comuns existentes entre essas duas culturas. Durante entrevistas com benzendeiras, conhece Carolina, uma criança que sofre de “embruxamento”. Com a morte da criança, Malú se aprofunda na busca da verdade. E a encontra.

A equipe do filme foi totalmente local. No elenco apenas a antropóloga Malu, Larissa Bracher, veio do Rio de Janeiro. O elenco local é composto por Jackie Sperandio (esposa de Adriano falecida no parto da filha Carolina, a Sétima Irmã); Luige Cútulo (o médico Adriano e pai de Carolina); Rafaela Rocha de Barcelos, de 9 anos, (a menina Carolina); Sandra Ouriques (Dona Ritinha); Severo Cruz (velho Delano); Eduardo Bolina (pescador Pedro); Paula Petrella (a evangélica esposa de Pedro); Ricardo Von Busse (o médico Jair, amigo de Adriano); Antonella Batista (Lilá, açoriana coordenadora do projeto de Malu), Édio Nunes (o motorista de táxi açoriano) e o trio gótico Pan (Pedro Paulo Pitta), Rainha Diana (Fernanda Marcondes) e Silvanus (Aline Maciel).
Direção de Zeca Pires; Produção Executiva Maria Emilia de Azevedo; Direção de Produção Henrique Tobal; Diretor de Arte Cristiano Amaral; Figurinos de Lou Hamad; Maquiagem: de Antônia; Direção de Fotografia Charles Cesconetto; Still de Lúcio Flávio Giovanella e Cláudio Silva da Silva; Som Direto e Edição de Som Léo Gomes; Elétrica Catanha e equipe; Maquinaria de Orlando e equipe. Montagem de Giba Assis Brasil; Música de Sílvia Beraldo. A preparação do elenco foi de Celso Nunes. Roteiro de Tânia Lamarca e Sandra Nebelung, com argumento original de Tabajara Ruas.
Fonte sobre a equipe técnica: http://www.acontecendoaqui.com.br/posts/longa-metragem-catarinense-a-antropologa-em-fase-final-de-montagem