Anticristo é o nome do filme de Lars Von Trier que causou risadas para alguns e vaias entre outros em Cannes na sua estréia. Isso chamou minha chamou tanta atenção que esperei muito pela sua estréia no Brasil. Ontem fui vê-lo, ainda estou pensando se compreendi, mas algo como sempre aconteceu: sai com aquele grande desconforto na saída do cinema, como em todos os outros filmes que vi do diretor.
Diretor de Dançando no Escuro, para quem não lembra, foi protagonizado pela cantora Björk, foi o primeiro filme que vi dele. Senti que ele gosta de provocar e mexer sobre assuntos da natureza humana que poucos tratam em filmes da maneira como ele em seus filmes.
Então vendo os filmes do diretor, encontramos Bess, representado por Emily Watson em Ondas do destino. Nesse filme a idéia de culpa é explícita. Bess, tem uma personalidade forte, trava uma luta contra todos aqueles que insistem em personificar o mal através dos instintos, impulsos e desejos.
Lars Von Trier usa temas altamente polêmicos em seu filmes. A idéia de que a natureza é má é fundamental na construção do filme. Religião, crenças e cultura são sempre abordados, em Anticristo, de uma forma aterrorizante. É, como o próprio diretor tem defendido, “um filme sem regras”, sem uma lógica facilmente explicável. Não expressa necessariamente a opinião do diretor sobre alguns dos assuntos que aborda, mas sim a sua inquietação artística e a vontade de levar o espectador a um lugar que ele não conhece.



